A PLASTICIDADE DO CORPO: CORPO E TECNOLOGIA EM “THE CHANCE”

  • Aline Amsberg de Almeida Unicamp/FAPESP

Resumo

Em 1979, foi publicado pela primeira vez o conto “The Chance”, escrito pelo australiano Peter Carey. O conto contextualiza uma Loteria Genética instalada na Terra por alienígenas. A Loteria é uma espécie de empresa com muitas filiais, os Centros de Chance: lugares no qual o usuário tem a possibilidade de trocar de corpo. Para uma análise literária neste artigo, reflete-se sobre o que a literatura fornece a pensar, o que o conto diz sobre o corpo humano, sobre os alienígenas e sobre a genética e como essas tecnologias podem efetivamente aumentar a potência da plasticidade do corpo. Considera-se para esta análise, principalmente, os seguintes aspectos: a) a troca de corpo, que tanto mostra a plasticidade desse corpo aliada à sua capacidade de mutação, quanto ataca a idéia das identidades fixas e imutáveis; b) a manipulação do corpo, quem nela opera e por quem ela é feita; c) até onde é possível que as novas tecnologias possam mesclar-se ao corpo de modo que possa habitar as máquinas e permita que elas o habitem.

Palavras-chave: Corpo. Tecnologia. Plasticidade. Peter Carey.

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Publicado
Fev 25, 2009
Como citar
ALMEIDA, Aline Amsberg de. A PLASTICIDADE DO CORPO: CORPO E TECNOLOGIA EM “THE CHANCE”. Linguagens - Revista de Letras, Artes e Comunicação, [S.l.], v. 2, n. 1, p. 69 - 86, fev. 2009. ISSN 1981-9943. Disponível em: <https://bu.furb.br/ojs/index.php/linguagens/article/view/1072>. Acesso em: 13 ago. 2022. doi: http://dx.doi.org/10.7867/1981-9943.2008v2n1p69 - 86.
Seção
Artigos

Palavras-chave

Corpo. Tecnologia. Plasticidade. Peter Carey.