A LITERATURA DOS IMIGRANTES ALEMÃES DO VALE DO ITAJAÍ

  • Valburga Huber UFRJ

Resumo

Os imigrantes alemães do sul do Brasil produziram  uma Literatura própria - chamada teuto-brasileira - por quase um século, de 1840/50 a 1940 - período da Segunda Guerra Mundial -. Entre as levas de imigrantes, a maioria agricultores e artesãos, havia também intelectuais, professores, pesquisadores, que iniciaram jornais, anuários e revistas que veicularam esta literatura, cuja temática inicial foi a própria imigração, o encantamento com a paisagem brasileira, a vida nas colônias alemãs e a lenta integração à nova terra. Escrita pelo imigrante para o imigrante e seus descendentes, queria manter vivo o "Deutschtum" - patrimônio cultural alemão - sobretudo a língua base, identidade deste grupo étnico. Aos poucos, ela tinge-se de cores locais e expressa o "Deutschbrasilianertum" - patrimônio cultural teuto-brasileiro, usando o alemão padrão (Hochdeutsch) com algumas importações lingüísticas, sobretudo para a  fauna  e a flora brasileira. Trata-se de uma lírica e prosa de considerável público, tendo alguns livros feito sucesso, inclusive, na Alemanha. É o caso de "Am Rande des brasilianischen Urwaldes" (Na orla da mata virgem brasileira) de Therese Stutzer, que viveu em Blumenau, e também  poetas como Rudolf Damm, Viktor Schleiff (1950), e Georg Knoll (1923), entre outros. Na segunda geração destacam-se Gertrud Gross-Hering (1922), Emma Deeke (1922) e José Deeke, entre outros. Atualmente, a literatura alemã tem sido objeto de freqüentes estudos.

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Publicado
Nov 27, 2008
Como citar
HUBER, Valburga. A LITERATURA DOS IMIGRANTES ALEMÃES DO VALE DO ITAJAÍ. Linguagens - Revista de Letras, Artes e Comunicação, [S.l.], v. 1, n. 3, p. 277-288, nov. 2008. ISSN 1981-9943. Disponível em: <https://bu.furb.br/ojs/index.php/linguagens/article/view/929>. Acesso em: 07 dez. 2022. doi: http://dx.doi.org/10.7867/1981-9943.2007v1n3p277-288.
Seção
Artigos

Palavras-chave

Imigração. Dualismo. Velho e Novo Mundo. Saudade. Esperança. Colônias Alemãs.